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Portadores de deficiência se superam no setor de vendas diretas

Inclusão escolar ainda é desafio

Eles não estão nem aí

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Portadores de deficiência se superam no setor de vendas diretas

O direito à inserção no mercado de trabalho é um dos grandes desafios da pessoa portadora de deficiência. Apesar do estímulo com a criação da Lei de Cotas, que incentiva a inclusão destes, 80% das vagas oferecidas em 2007 não foram preenchidas por falta de qualificação. Nas vendas diretas, contudo, os portadores de deficiência não encontram esse entrave.

Dependendo exclusivamente do próprio esforço, os revendedores autônomos do mercado de vendas diretas conseguem complementar a renda familiar mesmo quando não possuem especialização. Segundo pesquisa da Ernst & Young, 91% dos revendedores brasileiros não possuem ensino superior completo.

“Nas vendas diretas, a formação ou especialização são bem vindas, mas não são excludentes. O que pesam mesmo são a dedicação e a disciplina. Temos notado que o setor recebe bem todos que, de uma forma ou de outra, não encontraram boas oportunidades em outros setores do mercado de trabalho”, diz Lírio Cipriani, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD).

Em São Paulo, a revendedora da Avon, Janete Dias Brandão, tem nas vendas diretas um importante complemento de renda, com o qual cria suas quatro filhas. Janete sofreu paralisia infantil e ficou com seqüela em uma das pernas, ficando mais curta e com o pé não desenvolvido completamente. Além da atividade como revendedora, ela hoje faz parte do Programa Avon Diversidade, que promove a inclusão social de pessoas com deficiência (PCDs) na empresa, capacitando-as profissionalmente.

Já a paulista Janice Aparecida Carollo Cucco, de 56 anos, é consultora Mary Kay há oito anos. Ela teve de enfrentar o desafio de vencer a timidez, causada pelos problemas de saúde – tem deficiência física, sofreu várias cirurgias, sempre precisou de muitos cuidados e perdeu parte da audição. Mas, como muitos revendedores do setor, Janice hoje reconhece que a atividade lhe trouxe mais vontade de melhorar de vida.

Números no Brasil
O Censo 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 14,5% da população brasileira (ou 24,6 milhões de pessoas) é portadora de, pelo menos, uma das deficiências investigadas pela pesquisa. A maior proporção se encontra no Nordeste (16,8%) e a menor, no Sudeste (13,1%). A pesquisa mostra que existem também 148 mil pessoas cegas e 2,4 milhões com grande dificuldade de enxergar. Do total de cegos, 77.900 são mulheres e 70.100, homens. Dos 9 milhões de portadores de deficiência que trabalham, 5,6 milhões são homens e 3,5 milhões, mulheres. Mais da metade (4,9 milhões) ganha até dois salários-mínimos.

1 Segundo o Sistema Nacional de Emprego (SINE), do Ministério do Trabalho, apenas 20% (7.206) das 36.837 vagas oferecidas no Brasil foram preenchidas.

Fonte: Administradores.com.br